Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A estrada da vida...
que nos conduz ao desenvolvimento e à maturidade é pavimentada com a renúncia. Durante toda a nossa vida, consciente ou inconscientemente, estamos abrindo mão de alguma coisa, sentimentos ou desejos. De certa forma, está é trajetória da vida vitoriosa, da maturidade. Por mais inteligentes e obstinados que sejamos, temos de perder. Por isso mesmo, não abrir mão é fechar-se para novas perspectivas, novas experiências, novas reorganizações interiores. A pessoa que somos e a vida que vivemos são determinadas, em grande parte, para melhor ou pior, pela maneira como lidamos com as perdas. Daí, não somente é fundamental que compreendamos as perdas, é igualmente importante, que saibamos enfrentá-las, interpretá-las e, o que é mais difícil, conviver com elas; especialmente aquelas que se enraizaram em nosso cotidiano, como exemplo: a saudade de alguém, a consciência das limitações, a dor pelas amputações interiores, o confronto com as rugas no rosto e as frustrações da alma. Enfim, são perdas que enfrentamos quando nos vemos face a face com algo do qual não podemos fugir, nem tão pouco podemos negar. Diante das perdas, ou decidimos continuar vivendo apesar da dor, do luto e das tragédias, ou ficaremos confinados aos limites de nossa própria agonia, cheios de amargura no coração. Só Deus sabe de tudo. Há mistérios que Ele, por ser Deus, guarda somente para si. Algumas vezes precisaremos abrir mão de explicações que nada explicam e olhar para a frente, com esperança, ainda que seja doloroso demais. Confie em Deus e ele tudo fará!
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